domingo, 8 de agosto de 2010

I Guerra dos Sexos - Homens, mulheres e relações (1)

Espero que achem interessante a primeira escolha de tema. Quero agradecer ao J.A. por ser o primeiro a participar e felicita-lo pelo excelente texto, leiam e deliciem-se com os pormenores fantásticos. Aqui vai o texto:


Segundo está registado nas velhíssimas crónicas, aceites de modo generalizado como a versão oficial dos factos, Adão dormia descansado, e, neste momento, para que nos possamos situar, estamos na privilegiada presença do primeiro humano, macacóide para aqueles que não se identificam com as presentes crónicas, escrevia então que deparamo-nos com Adão, que tranquilamente repousa desnudo – homens! –, não fazendo puto ideia do sofrimento que o espera. O grandessíssimo Criador, num dos seus acessos inveterados de criatividade, decide estropiar o pobre adormecido… e zás!, arranca uma costela ao macacóide. À matéria óssea juntou-se uns pedaços de argila, presumo, e pronto, foi assim, deste processo bastante simples e económico (Adão riu-se, naturalmente não o posso condenar), que surgiu a macacóida, ou mulher, se preferem. Eva, não satisfeita com os horrores a que Adão fora submetido, encarregou-se pessoalmente de o aborrecer um pouquinho mais, e, ao que consta, com a ajuda de uma serpente – por aqui se vê com que tipo de companhias a moça andava – privou o companheiro de uma gloriosa e abastada vida de eterno descanso, enfiando-lhe uma maçã amaldiçoada goela abaixo. Sempre subtis, as mulheres. Mais tarde, os esforçados funcionários do Walt viriam a adaptar este insólito argumento, a ele acrescentando sete anões. E foi assim que tudo começou…

O que os distingue? Ora vejamos, os homens apresentam-se com os seus pénis, enquanto as mulheres raramente se esquecem das suas vaginas, e, usualmente, saem à rua com uns acrescentos estrategicamente colocados, tecido adiposo, gordura, em bom português, metida em soutiens. Mamas, pronto. São essas as principais diferenças entre géneros – e nem essas, em casos cada vez mais recorrentes, são forçosamente vinculativas –, o resto… bom, o resto são histórias. De vida, claro. São as nossas histórias o ponto de divergência, em minha opinião, são as vivências que nos constroem e diferenciam, o que eventualmente não significa afastamento irremediável. A genética entrará algures por aí, também. Portanto, homem ou mulher é, basicamente, o mesmo – excepto as mamas, claro. Uns são maus e más, outros bons e boas (aquela Scarlett…), uns e umas com valores nobres e elevada fibra moral, outros e outras valentes baldes de estrume, é como em tudo.



Ainda assim, há coisas que os separam, não posso negá-lo: as mulheres são caridosas, digamos (maliciosamente, como comprovaremos), sem elas seria impossível a subsistência de pessoas como Robert Pattinson, Taylor Lautner, Justin Bieber, ou mesmo de famílias, penso em Tony e Mikael Carreira, por exemplo. Os homens não dão muito dinheiro para esse tipo de peditórios. Podem ignorar as últimas linhas, brincava, não quero causar desconfortos. Mas uma coisa parece-me certa – lá está, nela acredito devido às minhas vivências –, e elas que me perdoem: os homens são mais fáceis, descontraídos, fazendo tábua rasa do excêntrico penteado com que a Joana se apresentou hoje, ou da péssima combinação de cores entre sapatos e calças que a Carolina escolheu, enfim… ninharias e maledicências não é connosco (com connosco quero dizer comigo e com os meus). A isto acho piada.

Somos diferentes, sim, mas não somos diferentes pelo género, somos diferentes pela experiência, arrisco. Engraçado será também constatar que, se algumas relações falham, não falham pelas diferenças, mas sim pelo esquecimento de que ambos procuram o mesmo, por negligência, numa palavra. É divertido pensar nas características de homens e mulheres, se elas existem, nos diferentes hábitos e ocupações, nos porquês. Fundamental será reflectir no que realmente nos faz – as nossas vidas –, como nos fazemos – as nossas escolhas – e o que construímos. Como sempre, por debaixo de pilas e mamas, “o essencial é invisível aos olhos”.

Talvez possamos encarar o futuro com esperança. Regressando ao primeiro parágrafo… depois de todas as atribulações, imaginem que Adão e Eva conseguiram povoar o globo inteiro! Como pensam vocês que eles conseguiram… à chapada?

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