sexta-feira, 6 de novembro de 2009

4get Paulo Bento

Bem que José Eduardo Bettencourt poderia reformular o seu inglesado “Paulo Bento para sempre”, isto se possuir vocabulário para tal, como é óbvio. Um velho de cabelos brancos deveria já saber que nada é para sempre. Surgiu de peito feito aquando as eleições leoninas, gritando cegas juras de amor eterno ao ex-treinador para gáudio de uma esmagadora maioria. O falso velho deveria saber também que os fanatismos raramente são benéficos, que uma mudança de posição pode não ser incoerência mas sim sensatez. Contudo decidiu adoptar uma postura inflexível e nada razoável, prejudicando os interesses do clube, ignorando as manifestações de desagrado dos sócios e adeptos, ou terroristas, como carinhosamente os apelidou. Prepotência, tirania, arrogância… seja o que for, os resultados estão à vista de todos.

Paulo Bento estava a mais, fora de prazo, provavelmente. A equipa estagnou há muito… estagnou? Regrediu! Nem o meritoso empate alcançado frente aos temíveis letões do Ventspils conseguiu camuflar a penúria reinante. O treinador ter-se-á, alegadamente, demitido de livre e espontânea vontade, invocando a velha desculpa do costume… não, não estava com o período, ao que parece não estavam reunidas condições para a sua permanência. Partiu então, boa sorte para o futuro, mas o seu nome e memória perdurarão sempre nos anais do futebol português. Paulo Bento, o treinador do 4ever, o Fergunson português, o treinador que conseguiu passar mais tempo castigado na bancada do que no banco a orientar a equipa, o treinador que introduziu a linguagem gestual nos meandros do futebol, Roubar!, Roubar!, articulou na épica final da Taça Carlsberg… Ah, e claro, o homem do penteado engraçado, o carrasco dos árbitros, o senhor do “basquetebol, andebol… mão, futebol: pé!”… enfim, um profissional multifacetado.

Veremos se o problema era apenas Paulo Bento… pessoalmente, coloco sérias dúvidas.

Ah… ao que parece Pedro Barbosa seguiu as pisadas do colega, e demitiu-se também. As características singulares que o destacaram como jogador continuam intactas, por outras palavras, continua a ser mais lento que os seus companheiros. Grande Pedro Barbosa.

Sem comentários:

Enviar um comentário