Então foi assim que tudo aconteceu:
“Vamos passar pela baixa, dar uma passeata, dois dedos de conversa pelo caminho… que vos parece?”, “Tudo bem, tudo bem…”. E lá fomos, inconscientes do perigo que nos esperava. Recordo-me como se fosse ontem aqueles terríveis acontecimentos que se passaram há dois dias. Éramos três, os mesmos três proprietários deste blog, e cruzávamos a cidade aparentemente abandonada, tranquila. Puro engano. Enquanto circundávamos o escuro pulmão da cidade, também conhecido como Parque do Bonfim, uma feroz matilha de gunas surge ao virar da esquina, que felizmente ainda vinha distante. Foi a nossa sorte. Aos uivos ameaçadores, respondemos com um sprint de fazer corar qualquer Usain Bolt. Ó pernas para que vos quero! Cortámos decididos o breu da noite, ultrapassámos ruas e ruelas, parando apenas quando milhas nos separavam da temível ameaça.
É assim a vida, num momento interrogamo-nos acerca do seu sentido, colocamos dúvidas sobre a sua finalidade, quase concluindo a sua irrelevância, e no momento seguinte corremos espavoridos para a salvar… Somos uns bichos muito interessantes, não haja qualquer dúvida. Obviamente que eu tinha uma boa desculpa para a fuga: estávamos numa sexta e o fim-de-semana sorria, ainda que tímido. Além disso não queria ficar sem os meus ténis, ora essa, era só o que me faltava, morrer com frio nos pés! E foi por toda esta panóplia de motivos, uns melhores que outros, que nessa noite decidi correr pela vida, fazendo dela um precioso tesouro.
É este o mundo em que vivemos, um lugar onde se mata por um par de ténis ou a troco de cinquenta cêntimos... ou por nada. Já diziam os Metallica: Sad but true.
“Vamos passar pela baixa, dar uma passeata, dois dedos de conversa pelo caminho… que vos parece?”, “Tudo bem, tudo bem…”. E lá fomos, inconscientes do perigo que nos esperava. Recordo-me como se fosse ontem aqueles terríveis acontecimentos que se passaram há dois dias. Éramos três, os mesmos três proprietários deste blog, e cruzávamos a cidade aparentemente abandonada, tranquila. Puro engano. Enquanto circundávamos o escuro pulmão da cidade, também conhecido como Parque do Bonfim, uma feroz matilha de gunas surge ao virar da esquina, que felizmente ainda vinha distante. Foi a nossa sorte. Aos uivos ameaçadores, respondemos com um sprint de fazer corar qualquer Usain Bolt. Ó pernas para que vos quero! Cortámos decididos o breu da noite, ultrapassámos ruas e ruelas, parando apenas quando milhas nos separavam da temível ameaça.
É assim a vida, num momento interrogamo-nos acerca do seu sentido, colocamos dúvidas sobre a sua finalidade, quase concluindo a sua irrelevância, e no momento seguinte corremos espavoridos para a salvar… Somos uns bichos muito interessantes, não haja qualquer dúvida. Obviamente que eu tinha uma boa desculpa para a fuga: estávamos numa sexta e o fim-de-semana sorria, ainda que tímido. Além disso não queria ficar sem os meus ténis, ora essa, era só o que me faltava, morrer com frio nos pés! E foi por toda esta panóplia de motivos, uns melhores que outros, que nessa noite decidi correr pela vida, fazendo dela um precioso tesouro.
É este o mundo em que vivemos, um lugar onde se mata por um par de ténis ou a troco de cinquenta cêntimos... ou por nada. Já diziam os Metallica: Sad but true.
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